Não sei bem porquê.
Há coisas cá dentro que têm de sair, seja lá por onde for. Como for. Não é para ninguém ver. Filipa Correa Mendes não é o meu nome.
Sou só alguém, algures em Portugal (or not), algures na casa dos 20 (OMG!, já?!), do sexo feminino, estudante (às vezes), filha, amiga, sobrinha, prima, não-irmã, já-não-neta, ex-, colega, futura..... enfim, uma pessoa como qualquer outra.
Apeteceu-me. Há que ter que fazer. Para além de dever estar a estudar.
Não aspiro a grandes coisas, não aqui todavia.
Vou arrepender-me de metade do que escrever? Sim... mas ninguém sabe.
Vejamos as coisas por este prisma: uma forma de curar a depressão. Ou de aliviar.
Sim, depressão, sim. A maldita, temida, escondida, que só não se afirma porque sou demasiado orgulhosa. Que só não ma afirmam por precaução; vamos ver se melhora. Mas está lá. Não mata, mói.
Não se pode precisar como começou. Posso ter uma ideia de como e porque toma conta de mim quando ninguém vê. Só quando ninguém vê, olha o orgulho. O despeito, a vergonha. A insegurança e a fragilidade.
Todos somos frágeis. Todos o escondemos.
Talvez só queira um sitio onde dizer a verdade. Ou seja uma infantil pós-adolescente não conformada.
Talvez dure. Talvez não. Talvez um dia eu saiba.
Talvez um dia eu pare por momentos de me preocupar com as perguntas que surgirão e perca tempo a responder às antigas.
Talvez eu morra amanhã. Talvez não.