Blá, blá, blá.... blá, blá,... blá... tretas, blá, blá... blá.... blá.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Criar um blog...

Não sei bem porquê.

Há coisas cá dentro que têm de sair, seja lá por onde for. Como for. Não é para ninguém ver. Filipa Correa Mendes não é o meu nome.
Sou só alguém, algures em Portugal (or not), algures na casa dos 20 (OMG!, já?!), do sexo feminino, estudante (às vezes), filha, amiga, sobrinha, prima, não-irmã, já-não-neta, ex-, colega, futura..... enfim, uma pessoa como qualquer outra.

Apeteceu-me. Há que ter que fazer. Para além de dever estar a estudar.

Não aspiro a grandes coisas, não aqui todavia.

Vou arrepender-me de metade do que escrever? Sim... mas ninguém sabe.

Vejamos as coisas por este prisma: uma forma de curar a depressão. Ou de aliviar.
Sim, depressão, sim. A maldita, temida, escondida, que só não se afirma porque sou demasiado orgulhosa. Que só não ma afirmam por precaução; vamos ver se melhora. Mas está lá. Não mata, mói.
Não se pode precisar como começou. Posso ter uma ideia de como e porque toma conta de mim quando ninguém vê. Só quando ninguém vê, olha o orgulho. O despeito, a vergonha. A insegurança e a fragilidade.
Todos somos frágeis. Todos o escondemos.

Talvez só queira um sitio onde dizer a verdade. Ou seja uma infantil pós-adolescente não conformada.

Talvez dure. Talvez não. Talvez um dia eu saiba.
Talvez um dia eu pare por momentos de me preocupar com as perguntas que surgirão e perca tempo a responder às antigas.

Talvez eu morra amanhã. Talvez não.


1 comentário:

  1. Filipa, é sempre complicado falar sobre esses assuntos, não há verdades nem mentiras, não há certezas e restam sempre muitas dúvidas. Falo-te apenas como uma voz amiga, de alguém que também sabe aquilo porque estás a passar, valha isso o que valer.

    O simples facto de teres sentido necessidade de escrever sobre isso de forma "pública" mostra que é real, mas mostra também alguém que quer lutar contra isso, e que lhe falta uma qualquer coisa.

    Não é fácil falar sem conhecer especificamente o teu caso, mas gostava de te dizer uma ou duas coisas que talvez te possam ajudar.

    Na minha opinião devemos gastar o menos tempo e energia sobre essas coisas, devemos tentar distrair-nos com as coisas que gostamos, e perceber a importância e a raridade de todas as pequenas coisas boas da vida. Ás vezes temos muito tempo para pensar e a nossa cabeça começa a entrar por determinados caminhos que são perigosos, acho que devemos evitar isso a todo o custo.

    Por outro lado penso que deves valorizar ao máximo também a pessoa que és e as pessoas que tens à tua volta, essa é outra das raridades da vida que por si só fazem a coisa valer a pena.

    Outra questão importante é relativizar, esta é talvez a maior e mais importante lição que vou levando todos os dias. Sem entrar em pormenores, houve um dia em que vi situações de vida que me chocaram, e nessa senti o dever de ser forte, de ter essa obrigação perante todos os que não o conseguem ser.

    Preocupa-me sobretudo que toques na "morte" da maneira como tocaste. Já aí estive, e sei o quão perigoso é, mas acredita Filipa, e sei que não é fácil, não vale a pena perderes-te nesses caminhos, mais tarde ou mais cedo isso passa, e viverás plenamente a pessoa incrível que tu és!

    De uma maneira ou de outra, caso precises ou não, tens sempre aqui um amigo!

    ResponderEliminar